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CIDADE MAL-ASSOMBRADA


O vulgo “fantasma” é um apelido dado para aquele que sonega, desvia, subtrai renda ou verba pública sem dar um prego no mamão. No meio jurídico ganha o nome de crime de improbidade administrativa, peculato e outros crimes contra administração pública que tem você como vítima.

Os chamados “fantasminhas” que não são “Os Gasparzinhos Camaradas”, apesar de não trabalharem na sua grande maioria prestando um serviço em benefício ao coletivo, exercem diversas funções, lá nas profundezas dos subterfúgios das administrações públicas, que dentre elas, é sustentar um cabedal de pessoas engajadas na eternização de uma administração Conde Drácula.

Tem corpo de administração, mas só alma, ou seja, somente a aparência. Administrações fantasmas não tem qualquer consistência, ou seja, não tem matéria, não tem serviço público eficaz, eficiente e suficiente prestado, uma aparência fantasiosa e imperfeita da realidade.

Seu exército de soldados fantasmas vagam através de uma rede hierárquica e gastam boa parte do orçamento público, o qual é usado para alimentar almas penadas, que poderiam alimentar a realidade precária de crianças, mulheres e a infraestrutura de saneamento básico.

Olha neste universo fantasmagoria da administração pública temos dois tipos de fantasmas:

Fantasma lato-senso (o clássico): aquele que foi nomeado, que tem um CPF na administração pública, mas que nunca aparece para trabalhar. Vamos dar exemplo: parlamentar que contrata um secretário, mas que comparece apenas um dia para trabalhar, oportunidade que assina todo o ponto do mês. Mas este fantasminha não é camarada, ele não faz absolutamente nada.

Fantasma Rachadinha: aquele que até comparece ao trabalho, mas passa parte de seus rendimentos oriundos da administração pública para uma conta vinculada a um parlamentar, secretário, prefeito por exemplo. Configurando possivelmente o crime de peculato.

Portanto, estas almas penadas, sempre são gerenciadas por uma espécie de Conde Drácula, que é eterno e todo seu castelo de terror sobrevive através de diversificadas maneiras de desvio, subtração, extravio e sonegação, sugando sempre o sangue do povo brasileiro.


Lisdeili Nobre é

Doutoranda em Políticas Sociais e Cidadania, Delegada de Polícia Civil, Docente do Curso de Direito na Rede UNEX, Cronista de diversos Blogs, Abolicionista Penal, Feminista e Ativista social em projetos de Políticas Criminais de Prevenção Primária e sustentabilidade ambiental e Apresentadora do Política sem Mistério transmitido pela TV i.


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