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Tricampeão mundial de jiu-jitsu é morto por atirador em restaurante


O tricampeão mundial pela Confederação Brasileira Paradesportiva de Jiu-Jitsu (CBPJJ), Thaynã Higor, de 25 anos, foi morto a tiros por um homem em frente a um restaurante em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na noite desta quarta-feira (12). Segundo as autoridades, o paratleta foi a primeira vítima do atirador, que invadiu o estabelecimento e matou outro homem.


Um vídeo obtido pelo g1 mostra toda a ação (assista acima). Thaynã Higor estava aguardando um transporte quando foi abordado pelo criminoso, por volta das 23h, em frente ao restaurante Katsuya, localizado na avenida Marechal Mallet. O vídeo mostra o homem atirando contra o paratleta, que morreu no local.


As imagens mostram ainda que, após o disparo, três clientes que estavam no restaurante se assustaram e tentaram sair do local. Em seguida, o atirador apontou a arma para os clientes, que voltaram correndo para o comércio.


Depois, o atirador entrou no restaurante e apontou a arma para outros clientes. O homem atirou mais uma vez e baleou um idoso.


De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Praia Grande, o idoso foi atendido pelo Serviço de Atendimento de Emergência (Samu) e encaminhado em estado grave para o Hospital Municipal Irmã Dulce. Ele tinha 67 anos e morreu nesta quinta-feira (13). A identidade dele não foi confirmada pelas autoridades.


O atleta começou a treinar jiu-jitsu em 2010. Mesmo com a oficialização de alguns torneios para pessoas com deficiência, ele não deixou de lutar em torneios convencionais, para pessoas sem deficiência.


Os campeonatos para a categoria dele no Brasil começaram em 2014. Ele foi tricampeão brasileiro e mundial nos campeonatos organizados pela Confederação Brasileira Paradesportiva de Jiu-Jitsu (CBPJJ). Em 2018, ele sagrou-se bicampeão do Abu Dhabi World Festival ParaJiu Jitsu, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.


Na época, ele concedeu entrevista ao ge.globo e falou dessa conquista. "Foi gratificante demais, pois batalhei muito com os meus professores e amigos de treino."


"Foi uma rotina pesada de jiu-jitsu e funcional com minha preparadora física. Fora a correria, com familiares e amigos, para conseguir patrocinadores para custear as despesas da viagem. Mas tudo foi recompensado com o pódio, tirei um peso das costas e fiquei com aquele sentimento maravilhoso de dever cumprido. Todo esforço valeu a pena", disse ao ge.

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