Operação conjunta no Complexo do Alemão, no Rio, deixa 18 mortos




Representantes das secretarias de Polícia Civil e Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmaram no início da noite desta 5ª feira (21.jul), em entrevista coletiva, que a operação realizada pelas duas corporações no Complexo do Alemão, no início da manhã, deixaram 18 pessoas mortas. Ao todo morreram 16 suspeitos, entre eles um policial e uma ex-moradora da comunidade, que tinha ido visitar o namorado. Letícia Marinho Salles, de 50 anos, morreu após ser atingida por disparos, durante confronto entre policiais e traficantes. Ela foi baleada no peito, dentro do carro do namorado, Jairo da Silva. A vítima trabalhava com reciclagem, e deixa três filhos e um neto.

Durante o confronto, o policial militar Bruno de Paula Costa, de 38 anos, também morto. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Bruno ingressou na corporação em 2014, era casado e deixou dois filhos portadores do espectro autista. Um outro agente foi atingido por um disparo no pé, mas passa bem. Os suspeitos ainda não foram identificados pela polícia.

A ação era para combater roubo de veículos, de carga e a bancos. O Serviço de Inteligência também investigava uma possível invasão de pelo menos cem traficantes do Complexo a comunidades vizinhas. Eles estariam planejando ataques a comunidades de facções rivais, além de diversos crimes pelo Estado. Em represália à ação da polícia, traficantes atacaram a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, localizada na região, e trocaram tiros com a polícia.Policiais entraram no Complexo do Alemão com a ajuda de dez veículos blindados. No céu, quatro helicópteros sobrevoavam o local. Homens das tropas de elite das Polícias Civil e Militar seguiam à procura dos criminosos. Só da PM estavam quatrocentos homens envolvidos na operação. Na fuga, traficantes correram pelas escadas da favela Nova Brasília. Os bandidos invadiram casas. Pela manhã foram ouvidos pelo menos dez minutos ininterruptos de tiroteio. 


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